A queda do Império Otomano, após a Primeira Guerra Mundial, foi um dos eventos mais importantes da história moderna. Esse acontecimento marcou o fim de um dos impérios mais duradouros e influentes da história, que controlou vastas regiões da Europa, Ásia e África por mais de 600 anos.
Mais do que o fim de um governo, esse processo representou uma transformação profunda no equilíbrio político mundial, especialmente no Oriente Médio, onde novas fronteiras foram criadas e antigas estruturas de poder foram desfeitas. A reorganização da região foi influenciada diretamente pelas potências vencedoras da guerra, que passaram a redesenhar o mapa político conforme seus interesses estratégicos.
Durante esse processo, novos Estados surgiram e sistemas administrativos foram implementados, muitas vezes sem considerar totalmente as dinâmicas culturais, étnicas e religiosas locais. Isso contribuiu para mudanças significativas na organização social e política da região, alterando relações históricas que existiam há séculos.
As consequências dessa queda ainda são visíveis até hoje, influenciando conflitos, alianças e a organização política do Oriente Médio. A fragmentação do antigo império deixou um legado de tensões geopolíticas que continuam sendo estudadas e debatidas na história contemporânea.